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Link – Francisco Delgado

Posted: May 3rd, 2012 | Author: | Filed under: Observações | Tags: , | No Comments »

Vale a pena ler o artigo do Francisco Delgado.

http://blog.scheeko.org/2012/05/prostituicao/

 


Financiar os massacres

Posted: March 24th, 2012 | Author: | Filed under: Crónicas | No Comments »

   A Amnistia Internacional tem uma nova campanha para promover a criação de um tratado que regule o comércio de armas. Nesse âmbito quero deixar aqui alguns factos sobre o papel que a Europa tem tido no comércio de armas em particular no contexto da chamada primavera árabe.

    A indústria de armas mundial vendeu 305 biliões de euros em armas em 2010, um ano de crise. Dessa quantia, as indústrias europeias venderam 75 biliões em armas. Para onde vão estas armas que as nossas indústrias e os nossos governos vendem? Em grande parte para subsidiar massacres e ditadores. Ficam aqui as contribuições dos governos da União Europeia, entre 2005 e 2010, para os ditadores e os massacres do mundo árabe:

    O ex ditador do Egipto foi armado e financiado, entre outros, pela Áustria, Bélgica, Bulgária, Holanda, Alemanha, Itália, Polónia, França, e Espanha. Mubarak recebeu tanques, armas convencionais, e munições, destes países, no valor de mais de 200 milhões de euros. Contra isto tiveram os egípcios de lutar e morrer.

    No Yemen o ditador local pode contar com a ajuda da Áustria, Bulgária, Holanda, Itália e Alemanha. Pela conta da Europa foram 96 milhões de euros de armas, munições, blindados, que foram usados para matar manifestantes.

    Na Síria o Sr. Assad pode contar com ajuda da Áustria, da França e da Itália, que fizeram o favor de transferir pelo menos 5 milhões de euros de meios de opressão e morte.

    O ex ditador da Líbia teve a benesse de receber armas convencionais, munições, bombas e mísseis, e blindados dos seguintes amigos europeus: Bélgica, Bulgária, Reino Unido, França, Alemanha, Itálica, Espanha, e Republica Checa. Desta feita foram mais de 370 milhões de euros de armas para Qaddafi dos parceiros da União (posteriormente removido por razoes “humanitárias”) . Todas postas ao serviço de oprimir a matar a população

    O dono do Bahrain por sua vez beneficiou da bondade da Áustria, da Bélgica, da Finlândia, da França, da Alemanha, e da Itália. Para poder matar e controlar a sua populacao, recebeu 188 milhões  de euros de equipamento militar.

    A lista de benesses europeias para o massacre de civis não estaria completa sem lembrar os 200 milhões para Israel fornecidos em antecipação do massacre em Gaza em 2008/2009.

     Dezenas ou centenas de milhares de pessoas morreram nas mãos destes regimes. Algumas com armas directamente fornecidas pela União Europeia. Com o apoio politico e material  da União Europeia, centenas de milhares de vidas foram afectadas ou destruídas. Depois de derrubarem os seus governos, não nos podemos espantar que se queiram vingar dos nossos.

Fontes: Aqui, e aqui.


K.O.

Posted: February 13th, 2012 | Author: | Filed under: Observações | Tags: , , | No Comments »

“Whenever you hear a snotty (and frustrated) European middlebrow presenting his stereotypes about Americans, he will often describe them as “uncultured,” “unintellectual,” and “poor in math” because, unlike his peers, Americans are not into equation drills and the constructions middlebrows call “high culture”—like knowledge of Goethe’s inspirational (and central) trip to Italy, or familiarity with the Delft school of painting.

Yet the person making these statements is likely to be addicted to his iPod,wear blue jeans, and use Microsoft Word to jot down his “cultural” statements on his PC, with some Google searches here and there interrupting his composition. Well, it so happens that America is currently far, far more creative than these nations of museumgoers and equation solvers. It is also far more tolerant of bottom-up tinkering and undirected trial and error.”

Nassim Taleb, em The Black Swan

 

 

 


A Inversão da Democracia?

Posted: February 10th, 2012 | Author: | Filed under: Observações | Tags: , , , , , , | 1 Comment »

Nos meses que se sucedem às eleições, os períodos de governação, em que os povos raramente são chamados a decidir, costuma haver alguma indignação com a pouca representatividade democrática existente. No fundo, pretende-se uma democracia participativa, um novo paradigma.

O mesmo será dizer que os povos gostariam de ser referendados (ou consultados) mais frequentemente. Confesso que não domino algumas matérias referendáveis, como a questão do Tratado de Lisboa ou a Autonomia das Regiões Autónomas e que, portanto, nem sempre vejo como relevante a participação do povo nessas decisões. Lembro o episódio da votação negativa ao Tratado de Lisboa por parte da Irlanda e como isso foi sinónimo da “voz do povo”.

Mas eis que surge o lado negro da democracia, num momento de tão frágil iluminação política na europa. Aí está uma proposta que pisca o olho à extrema-direita francesa. Com uma sociedade preocupada com a austeridade, amorfa e desinteressada, quais serão os resultados práticos desta proposta? Devem ser estas questões referendáveis? Porque não?

Veremos como reage a nação da Liberdade, Igualdade e Fraternidade. É que se estas propostas avançarem, e se outros governos seguirem a ideia, vamos ter de provar com votos que queremos e nos preocupamos com a Democracia.


Nova Grécia

Posted: February 9th, 2012 | Author: | Filed under: Observações | Tags: , , , , , , | 3 Comments »

Parece que começam a ser recorrentes as reprimendas vindas dos nossos parceiros alemães.

Por um lado, é este o significado de maior integração europeia e consequente perda de soberania, ao que me é dado a perceber como leigo. Por outro, começa a tornar-se um pouco incómodo o facto de nos estarmos a tornar a “Nova Grécia”.

Os sinais (que Passos Coelho parece ignorar) são cada vez mais óbvios : para além das mensagens exteriores, dos artigos cada vez mais frequentes sobre a nossa frágil condição económica e de algumas ideias mais ou menos ridículas, estamos a ser o alvo preferido das críticas alemãs (como a Grécia foi no passado recente).

O que não consigo compreender é porque a Alemanha se mostra tão preocupada com esta viragem para os mercados lusófonos. Será porque preferia que o declínio nacional se fizesse à custa de bancos alemães?


“Custe o que custar”

Posted: February 3rd, 2012 | Author: | Filed under: Observações | Tags: , , , , | No Comments »

Passos Coelho continua convicto que o plano de empobrecimento das famílias portuguesas vai resultar numa recuperação da economia. Continua a acreditar que esta é a melhor saída e que em dois anos vamos conseguir recuperar dos erros cometidos nos últimos trinta.

Isto parece ser uma de duas hipóteses: ou que Portugal suspeita que precisa mesmo de mais ajuda e está a enviar uma mensagem para tentar acalmar os mercados ou que só o primeiro-ministro acredita no que está a dizer e que, portanto, isto é um acto de fé da parte dele. Uma espécie de fundamentalismo? Será que não estamos a ver os mesmos dados e que algo de muito improvável está em jogo na teoria de fé de Passos Coelho? Será mesmo impossível e indesejável negociar outros prazos e compromissos?

Estamos a seguir as mesmas medidas e o mesmo caminho da Grécia. Aparentemente, será difícil a os gregos não entrarem numa situação de “default”. Quem pensa que somos diferentes e que estamos em melhor situação, poderá estar enganado. E Passos Coelho parece ser uma dessas pessoas.


Direitos por decreto

Posted: January 31st, 2012 | Author: | Filed under: Observações | Tags: , , , , | No Comments »

A notícia do Público é suficientemente elaborada para ser escusada a minha opinião. Tenho pena que conteúdo como este ou este não seja também recusado por ferir a sensibilidade dos utentes, objectificarem as mulheres ou aproveitar um ritual macabro de tortura animal. Não quero parecer um radical mas enfim, mais uma prova de que não é só por decreto que se muda a sociedade.


Silicon Valley vs Hollywood

Posted: January 31st, 2012 | Author: | Filed under: Crónicas | Tags: , , , , , , , | 1 Comment »

Sobre a pirataria digital (ou não exclusivamente essa) esclareço previamente: é importante que os direitos de autor sejam protegidos. Podemos depois questionar se devem estar protegidos durante tantos anos, se as compensações são justas ou não, mas penso que isso é outra discussão.

O que continua a ser importante distinguir, para mim, é a diferença entre lucrar com a pirataria ou ser um utilizador-passivo (não sei se este termo é aplicável ou se tem sido usado mas vou servir-me dele agora). Parece-me difícil argumentar a favor de alguém que copia e lucra com o produto alheio. E sobre isto tenho pouco mais a dizer: é ilegal e, como autor, não me sentiria bem se alguém estivesse a lucrar com a minha obra.

Outra coisa totalmente diferente é a do utilizador que descarrega um produto para conhecer e para seu consumo caseiro. O argumento de que quem descarrega não compra, não é verdade. Aliás, um estudo prova o contrário. De resto, a ideia é simples: descarrego mais, conheço artistas que não conheceria de outra maneira, tenho a possibilidade de ajudá-los mais facilmente. Um outro exemplo muito prático é o de que eu posso comprar um livro, um filme ou um disco e emprestá-lo a 10 ou 20 amigos. Um dos problemas é que, com a internet, esse empréstimo toma proporções exponenciais e cada amigo tem mais 20 amigos. De repente, um, dez ou cem milhões de pessoas já partilharam esse conteúdo entre si. Essa partilha já  acontece desde que foram criados os primeiros aparelhos que permitiam gravar material da rádio, de vinyl ou de CD. É impossível parar essa prática humana de trocar conteúdos entre amigos e pessoas próximas.

Não me vou alongar muito mais sobre a minha opinião mas deixar antes algumas ideias sobre as quais, também eu, vou querer reflectir melhor. Espero que também vos deixe essa vontade:

- O “ataque” ao site Megaupload prova que não são precisas leis aprovadas para, a qualquer momento, alguém decidir que deve fechar os sites de partilha. Que ninguém se iluda: o poder destas pessoas é tão grande que chega ao ponto de requerer uma extradição para cidadãos serem julgados noutro país;

- Outras leis já tinham sido testadas no passado, em vão, e mais virão certamente, ainda com mais força;  

- É fantástico que muita gente tenha assinado petições e se tenha mexido para tentar agitar esta discussão. No entanto, é importante reter o seguinte: isto é uma guerra entre Silicon Valley e Hollywood. De um lado, estão as empresas que beneficiam com a pirataria (vendem hardware e avanços tecnológicos que facilitam e tornam banal estas descargas digitais e o seu armazenamento). Do outro estão as pessoas que não querem só controlar os direitos de autor mas também o que vemos, quando vemos e quanto pagamos por isso. O resumo é que de um lado está Silicon Valley mais alguns civis contra Hollywood. E para já ganhou Silicon Valley;

- Em Portugal querem taxar os produtos que Silicon Valley produz: num exemplo totalmente absurdo, “para os cartões de memória e pen USB, caso o projeto de lei seja aprovado,  a taxa a cobrar será de seis cêntimos por cada gigabyte (gb) de armazenamento. (…)  Também abrangidos pelo projeto de lei estão os discos rígidos, internos  e externos, “com capacidade a partir de 150 gb”. No caso destes equipamentos,  a taxa a aplicar será de dois cêntimos por gb. A mesma taxa será acrescida  de 0,5 cêntimos nos discos rígidos com mais de 1 terabyte de capacidade.”. A todos os interessados, apressem-se a comprar este material. Mesmo que seja para  trabalho, todos parecem ter o mesmo imposto e penalização: são todos piratas. E por fim também interessa saber quem é compensado com estas taxas. Porque mesmo que os cidadãos consumam exclusivamente Hollywood ou cinema africano, esse dinheiro não deverá ir para esse produtores. A justiça dessa medida causa estranheza. Para onde vai então o dinheiro?


Eleições Americanas

Posted: January 26th, 2012 | Author: | Filed under: Observações | Tags: , , , | No Comments »

Hoje de manhã ouvi um monólogo interessante, nas minhas viagens matinais a caminho do emprego. Durante uma hora Dan Carlin falou de vários assuntos (download): da proposta SOPA, à urina dos soldados americanos, passando pelas primárias americanas.

Um dos pontos interessantes foi o seu discurso sobre a capacidade do sistema eleitoral americano (será que o posso acusar assim?) em produzir adversários que não estão ao nível dos presidentes em funções. Apontou o dedo ao modo como as primárias são conduzidas (com Estados a terem demasiado peso na decisão do candidato) e aos adversários de Regan, Nixon, Bush, Clinton, o outro Bush (com Kerry) e agora Obama.

Deixou também no ar uma ideia: será que Obama-presidente conseguiria acompanhar a pujança do debate e discurso de Obama-candidato?

Para Dan Carlin, o novo adversário do presidente dos E.U.A., qualquer que seja, também não terá hipóteses;  para ele é garantida a reeleição de Barak, até porque este parece estar a jogar uma cartada populista dirigida à classe média.


Timor – Santa Cruz.

Posted: November 14th, 2011 | Author: | Filed under: Crónicas | No Comments »